Após servidores pressionarem, sindicato afirma que governo recuou em cortes de direitos

Elaine Leão

O prefeito Wladimir Garotinho (PSD) prometeu retirar os trechos que tratam dos cortes de gratificações e pagamento de insalubridade do pacote de medidas que deve ser votado pela Câmara de Vereadores na sessão desta terça-feira (25). A afirmação é da presidente do Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais de Campos (Siprosep), Elaine Leão, que afirmou ter sido informada da decisão pelo próprio prefeito.

“Ontem, por volta das 22h, o prefeito me ligou e informou que vai retirar essa questão da insalubridade e gratificação do pacote de medidas. Por outro lado, algumas categorias vão perder o auxílio alimentação, o que já estava incluído no pacote e não é mais possível ter alteração porque, segundo ele, não há tempo hábil. A gente nem sabia que essa questão estaria em votação também e muitos servidores vão ser impactados. Não houve diálogo, eu simplesmente fui comunicada”, afirmou.

Ainda segundo Elaine, atualmente servidores que recebem salários de até R$ 3.400 líquido têm direito ao auxílio alimentação e, segundo ela foi informada, o Projeto de Lei (PL) prevê que vai ter direito ao auxílio o servidor que receber até R$ 3.400 bruto.

Ato na Câmara — Está marcado para esta terça-feira (25), às 15h, um ato dos servidores na frente da Câmara de Vereadores. Eles vão fazer uma manifestação com faixas e cartazes na frente da Casa de Leis e tentar conversar com os vereadores na tentativa de convencê-los a não votar a favor dos cortes para a categoria.

Polêmica — Embora ainda não confirmado oficialmente pela Prefeitura de Campos, as medidas impopulares que o prefeito Wladimir Garotinho (PSD) pretende enviar para votação na Câmara de Vereadores e que circulam nos bastidores do Executivo e do Legislativo incluem vários cortes em todos os órgãos da prefeitura. Entre eles estariam as gratificações, adicionais de insalubridade e adicionais de substituição dos servidores públicos. O motivo seria o inchaço da folha de pagamento da prefeitura. Por outro lado, o sindicato alega que o inchaço na folha de pagamento dos servidores se deu por motivo de horas extras por causa da pandemia.

Fonte: Terceira Via