Donos de academia se revoltam durante fiscalização da Vigilância Sanitária para cumprimento de decreto

Fiscalização em academia na Rua Tenente-Coronel Cardoso

O depoimento de uma empresária, dona de uma academia localizada na Avenida 28 de março e um vídeo que mostra a indignação de outro empresário do mesmo ramo, revoltados com os agentes da Vigilância Sanitária, na noite da última segunda-feira (1), foram destaques do Radar Regional, telejornal exibido diariamente de segunda à sexta, às 12h, ao vivo, pela 3ª Via Tv e pelas redes sociais.

No vídeo, o proprietário de uma academia na Rua Tenente Coronel Cardoso, se revolta com a abordagem dos fiscais da Vigilância Sanitária (VISA) e questiona o motivo da falta de fiscalização do poder público em eventos como, por exemplo, a comemoração dos torcedores do Flamengo, na Avenida Pelinca que atraiu milhares de pessoas sem máscaras e sem nenhum distanciamento, na semana passada.

A nossa equipe de reportagem recebeu um vídeo onde o dono do estabelecimento está do lado de fora, na calçada, questionando os agentes da prefeitura sobre a fiscalização no local.

“Baile funk na favela, comendo solto! Jogo do Flamengo na Pelinca, comendo solto! E aí, vem pra cá? Vai pro inferno! P…Fecha essa p….toda!”, gritou o empresário.

Em outra academia, na Avenida 28 de Março, os agentes da prefeitura lacraram o estabelecimento e alegaram excesso de pessoas. Em uma rede social, a dona do estabelecimento, que disse já ter recebido outras quatro visitas do órgão, se pronunciou.

Dona de academia usa redes sociais contra ação da prefeitura

“Fui surpreendida com a visita da Vigilância Sanitária mais uma vez, essa é a quinta vez, e hoje, eles decidiram fechar a academia. Eu estou aqui para mostrar a minha indignação. Eu diminuí 48% do meu movimento para poder manter os agendamentos de 6h às 21h, com responsabilidade e cumprindo os protocolos exigidos”, lamentou a empresária.

O dono de um curso livre que também foi fechado durante a noite por sete dias, na Avenida Alberto Torres, conversou com a equipe do Radar Regional. Segundo Randal Rangel, os agentes alegaram descumprimento do decreto.

“O decreto não é claro e é, ao mesmo tempo, incoerente, com outras permissões que acontecem no município. Sem contar no prejuízo financeiro, pois perdemos alunos para grandes instituições on-line e aqueles que estão se preparando para concursos com prova marcada para o fim deste mês também perdem conteúdo”, lamenta Randal.

O diretor informou ainda que nunca foram recebidos pela prefeitura e pelas autoridades de saúde e estão esperando uma oportunidade para que que possam expor as demandas do setor.

“Estamos tentando esse diálogo com o poder público e esperamos que tudo seja resolvido. Queremos que o decreto também contemple nossa categoria para que nossos alunos não sejam prejudicados”, disse o diretor.

Por meio de nota a prefeitura de Campos, explicou que:

O Departamento de Vigilância Sanitária da Subsecretaria de Atenção Básica e Promoção da Saúde esclarece que foi interditado um curso de nível médio. No local, segundo a pasta, foram encontradas cadeiras próximas, desrespeitando o distanciamento, e aglomeração. Ainda de acordo com a Vigilância não há liberação através de decreto que permita a aula presencial.

Sobre a academia, a Vigilância Sanitária informa que foi fechada porque no momento da fiscalização foi encontrado excesso de pessoas. Os fiscais constataram também uso compartilhado de material e a não higienização dos equipamentos e aparelhos, antes e após o uso.

A academia – que fica na 28 de março – será aberta assim que cumprir as exigências do decreto. Limpeza dos equipamentos, distanciamento e mesmo no horário de troca de turno não pode ter aglomeração.

Fonte: Terceira Via