Em prisão domiciliar, Crivella acompanhou retirada de TVs, telefones e computadores de sua casa

Momento em que o prefeito afastado do Rio, Marcelo Crivella, deixou o presídio em Bangu. (Foto: Alexandre Cassiano/Agência O Globo)

Agentes da Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (CIAF), acompanhados de oficiais de justiça, estiveram na casa do prefeito afastado Marcelo Crivella (Republicanos) na noite desta quarta-feira para cumprir a determinação da desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita, do Primeiro Grupo de Câmaras Criminais, que mandou retirar todos os telefones, celulares, computadores e smart TVs da casa de Crivella. O político, que já está em prisão domiciliar, acompanhou o trabalho dos policiais. Quem comandou o recolhimento dos objetos foi a delegada Ana Paula Costa Marques Faria, coordenadora do CIAF.

Crivella, que ficou 37 horas preso na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, deixou a unidade prisional pouco depois das 19h30 e seguiu no carro de um dos advogados até sua casa. Pouco depois das 20h20 ele chegou ao seu imóvel.

A expedição do mandado de verificação e de busca e apreensão na casa do prefeito, segundo o Tribunal de Justiça do Rio, “visa dar cumprimento à liminar” concedida pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça, Humberto Martins, que, na terça-feira, colocou o prefeito em prisão domiciliar.

Para adequar o ambiente às restrições impostas pelo STJ, foram retirados da residência do prefeito afastado — no Condomínio Península, na Barra — todos os telefones fixos, computadores, tablets, laptops, aparelhos de telefone celular e smart TVs. A desembargadora determinou ainda que as empresas de telefonia fixa e internet fossem oficiadas para interromperem os respectivos sinais.

Além disso, a magistrada intimou a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) para que colocasse a tornozeleira eletrônica em Marcelo Crivella.

Audiência de custódia virtual

Também nesta quarta, a desembargadora realizou a audiência de custódia virtual do empresário Adenor Gonçalves e do ex-delegado de polícia José Fernando Moraes Alves. Com sintomas de Covid-19, eles não puderam ser apresentados no dia anterior, quando os demais investigados no caso que foram conduzidos ao Tribunal de Justiça do Rio para a audiência de custódia presencial após sua prisão.

Internados no Hospital Hamilton Agostinho de Castro, no complexo de presídios de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, Adenor e Fernando Moraes foram levados até as salas de videoconferência do local e tiveram a companhia de seus advogados.

Ao serem questionados pela magistrada sobre a regularidade durante o cumprimento dos mandados de prisão, os dois afirmaram que não houve excessos e que não sofreram violação a integridade física e psicológica.

O empresário Adenor Gonçalves disse ter certeza de que ficará provada sua inocência no decorrer do processo. Já o ex-delegado Fernando Moraes afirmou não conhecer nenhuma das pessoas relacionadas na denúncia do Ministério Público estadual.

Foi determinado que, após a manifestação do Ministério Público sobre os pedidos de revogação apresentados por escrito, o processo será encaminhado para decisão.

Fonte: Terceira Via

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