Manifesto Paralímpico valoriza diferenças e importância da inclusão

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“Nossa deficiência não nos define”. Essa é mensagem principal do Manifesto Paralímpico, lançado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) nesta quinta-feira (3), Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

O foi divulgado pelas redes sociais do Comitê. Um ensaio fotográfico produzido pela fotógrafa do CPB, Alessandra Cabral, valoriza os corpos de atletas com deficiência de três modalidades paralímpicas: natação, atletismo e tênis de mesa.

“Normalmente, a gente faz [foto] competindo ou posando com a medalha. Achei bem diferente expor o corpo assim, mas foi natural. Gosto de mostrar que tenho uma limitação e convivo de forma tranquila com ela. Nunca quis esconder a minha deficiência. Sempre notei que as pessoas ficam chocadas ao ver a minha bengala e perceber que eu não tenho visão. Acredito que o mundo é que tem que se adequar às diferenças”, disse Daniel Mendes, velocista e medalhista paralímpico da classe T11 (para cegos), ao .

O vídeo da campanha mostra os feitos dos medalhistas paralímpicos, que são exemplos para as crianças com deficiência e inspiram os jovens a praticar os esportes adaptados. O texto que acompanha as imagens é de autoria da jornalista Tai Lopes.

“Somos mais que cadeiras de rodas, próteses e bengalas. Também somos mais que óculos, dardos, bolas, bicicletas e raquetes. Nós treinamos, vencemos, perdemos, choramos, sorrimos, influenciamos e também somos influenciados. Queremos seu respeito e sua empatia. Fazemos parte de um movimento que só cresce no Brasil e no mundo. Um movimento que busca a cada dia e cada medalha, espaço, inclusão e reconhecimento”, diz a mensagem do vídeo.

O artigo 3º, parágrafo I, do , define deficiência como “toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano”. Segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizado em 2010, cerca de 46 milhões de pessoas se declaram portadoras de deficiência mental / intelectual ou possuem algum grau de dificuldade em enxergar, ouvir, caminhar ou subir degraus, o que representa 24% da população.

“Acreditamos no poder transformador do esporte e o CPB é um dos principais agentes nesta luta pela inclusão das pessoas com deficiência na sociedade por meio do esporte. O dia 3 de dezembro é de grande significado para nós, porque promove a reflexão e a mobilização para diversas ações referentes aos direitos das pessoas com deficiência em todo o mundo”, disse Mizael Conrado, presidente do Comitê, também ao site oficial da entidade.