Nildo Cardoso critica governo e explica por que saiu

Vereador eleito Nildo Cardoso (Foto: Carlos Grevi)

O vereador eleito Nildo Cardoso (PSL) criticou o governo municipal de Rafael Diniz e explicou o motivo pelo qual deixou a secretaria de Agricultura este ano. O vereador eleito – que também preside o PSL, em Campos –  foi entrevistado pela jornalista Letícia Nunes, no Jornal Terceira Via, na 3ª Via TV, nesta terça-feira (8).

Ainda na entrevista, Nildo comentou sobre os bastidores para a eleição da presidência da Câmara para 2021 e afirmou que isto dependerá da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quinta-feira sobre a manutenção ou não da chapa Wladimir Garotinho/Frederico Paes.

“Acho que, antes de mais nada, é preciso definir o processo eleitoral, saber quem será o prefeito de nossa cidade”, comentou Nildo, que vai iniciar seu quarto mandato.

O vereador eleito também comentou a renovação na Câmara: “Acredito que tenha sido uma das maiores renovações do Legislativo de Campos, com 20 novos vereadores. Ou seja, 20 que estavam nessa legislatura perderam a eleição. Inclusive, na sessão da Câmara de hoje (8/12), tivemos alguns vereadores questionando questões como cotas para mulheres para impugnar candidaturas. Nós do PSL tivemos a cota cumprida com 12 mulheres e 26 homens”, disse.

Com relação à sua participação no Governo Rafael Diniz, Cardoso queixou-se que foi “deixado de lado”. “Nós tivemos o orçamento de 2017, deixado pelo governo anterior, de R$ 4,5 milhões e só conseguimos utilizar 250 mil. Aí quando chegou o primeiro ano de governo Rafael Diniz, ele deixou R$ 17 milhões no orçamento aprovado para o município para o exercício de 2018. Mas nós, infelizmente, nos deparamos com um vento contra e só pudemos aplicar R$ 320 mil.

Então, em dois anos de Agricultura, que é uma alternativa pós-royalties para o nosso município, só ter R$ 520 mil para investimento nesses dois anos, eu acho que faltou um pouco de respeito com o cidadão, com a minha experiência e, principalmente, com o homem do campo”, criticou.E completou: “É preciso ter honestidade, é preciso ter palavra. É assumir e cumprir. E isso não aconteceu. Houve a promessa de que eu assumiria a Agricultura com carta branca as decisões que eu julgasse necessárias e importantes para nosso município.

E infelizmente isso não ocorreu”.Nildo Cardoso classificou como “um nó” as articulações que já estão em andamento para a presidência da Câmara. E explicou: “Se Wladimir conseguir superar essa questão no TSE relacionada ao seu vice (Frederico Paes). Automaticamente a máquina tem sempre um poder de fogo maior para poder fazer o presidente da Câmara. Mas, se acontecer o inverso, aí complicam as coisas de tal forma que o presidente da Câmara vira prefeito, o vice-presidente eleito vira presidente da Câmara, até que ocorra uma nova eleição em Campos, coisa que com certeza não irá acontecer este ano ainda. Então, a decisão do TSE esperada para a próxima quinta-feira (10) define, e muito, o futuro da nossa cidade”, detalhou.Em relação ao seu posicionamento sobre o próximo governo, o vereador lembrou que foi oposição nos seus três últimos mandatos.

“Eu nunca fui governo, em três mandatos eu sempre fui oposição. Em 200, 2004 e 2012 eu fui oposição em todo eles. Mas eu acho que nós devemos repensar o município com uma folha de pagamento de R$ 1.1 bilhão e um orçamento previsto de R$ 1.6 bilhão. Só vamos ficar com R$ 500 milhões em 2021 para poder pagar as dívidas e investir. Então, eu vou ser uma pessoa coerente com as minhas ações. Aquilo que eu sentir que tem alguma coisa que vá criar embaraço lá na frente, pode ter certeza que com a experiência que eu tenho, o questionamento será feito, independente de quem seja o prefeito”.

O político relembrou algumas ações realizadas pela pasta que comandou: “Em parte, nós realizamos algumas coisas que eu acho que vão ficar como legado. Nós tivemos o Ceasa fechado em 1988. Nós conseguimos legalizar aquela área de 240 mil metros quadrados e colocar em nome da Prefeitura de Campos.

Fonte: Terceira Via

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