Nova remessa da CoronaVac será distribuída na próxima semana no Estado do Rio

O governo do Estado do Rio de Janeiro começa a distribuir na próxima terça-feira novas doses da vacina da CoronaVac. Os 92 municípios devem receber a metade das 88 mil novas doses que chegaram esta semana. A quantidade de doses enviadas será semelhante à de outras remessas, com ajustes a depender de particularidades como grupos prioritários ainda não imunizados por falta de vacina. A outra metade vai ficar sob administração da secretaria estadual de Saúde e só será enviada para as cidades fluminenses quando for o momento de aplicar o reforço.

Junto da nova remessa, a secretaria de Saúde vai enviar a outra metade do primeiro lote da Coronavac para os municípios realizarem a aplicação do reforço de quem foi imunizado no primeiro momento. A recomendação da SES é que os municípios apliquem a segunda dose três semanas depois da primeira, mas ela pode ser aplicada em até 28 dias depois.

Em Campos, a vacinação começou na cidade no dia 20 de janeiro. O município recebeu 5.400 doses da CoronaVac, metade das 11 mil inicialmente previstas. O imunizante foi trazido em uma aeronave da Polícia Civil pelo secretário estadual de Saúde Carlos Alberto Chaves de Carvalho. Também foram enviadas a Campos 160.400 seringas e agulhas para serem usadas na vacinação contra a Covid-19.

A imunização começou no Hospital Geral de Guarus (HGG), um dia após a cerimônia em que o primeiro campista foi vacinado simbolicamente para marcar o momento histórico da chegada da vacina CoronaVac. O enfermeiro André Luiz Gomes, de 46 anos, trabalha na linha de frente de combate ao coronavírus na unidade, público prioritário a ser vacinado.

Profissionais do Hospital Ferreira Machado (HFM) e idosos e deficientes institucionalizados também receberam as primeiras doses da vacina.

Nesta quinta-feira, o governo federal divulgou o plano que estabelece a ordem de vacinação contra a Covid-19 para os grupos prioritários. A seleção das populações com prioridade foi elaborada pelo Ministério da Saúde, baseada em princípios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e feita em acordo com entidades como o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Ao todo, são 27 categorias prioritárias, que incluem, por exemplo pessoas acima de 60 anos, trabalhadores da saúde, indígenas, pessoas em situação de rua, entre outras. Trabalhadores do transporte coletivo, da educação básica e superior, forças de segurança também estão na lista. Veja aqui.

Números

Até o momento no Rio já foram imunizadas 157.075 pessoas contra a Covid-19. O número, porém, deve ser maior, já que o levantamento está sendo realizado pelo governo do estado ativamentae, pois há a leitura de que os municípios, principalmente de menor porte, demoram a inserir os dados individuais no sistema nacional do Ministério da Saúde.

Somente na capital, com os números divulgados nesta quinta-feira à noite pela secretaria estadual de Saúde, há uma diferença de 32 mil pessoas vacinadas a menos do que informado pela prefeitura do Rio. Não há, no momento, um controle da secretaria de saúde do Rio de quais vacinas estão sendo aplicadas, já que a contagem é do número de imunizados, mas não há relatos de atrasos na imunização nos municípios.

Com a distribuição das novas doses na próxima semana, a capital já divulgou um calendário para vacinar idosos que não são profissionais de saúde. A expectativa é de que na próxima segunda, pessoas com 99 anos ou mais possam ser imunizadas. O governo do estado, porém, ainda trabalha com cautela para o avanço dos grupos de vacinação:

“A orientação é que com as doses disponibilizadas no momento é vacinar 100% do público alvo inicial e havendo sobra de doses se avança para o restante e havendo doses restantes, como os idosos” afirma Alexandre Chieppe, médico da secretaria Estadual de Saúde.

Chieppe ainda afirma que o Rio vai seguir todas as orientações que tiverem no Plano Nacional de Imunização, e por isso, descarta neste momento aumento do intervalo entre as doses da Coronavac como é estudado. A compra de vacinas diretamente pelo estado também não é cogitada.

“Desde o começo estamos seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde e do PNI. Não há conversas para o Rio adquirir sozinho vacinas”, afirma.