Pandemia aumenta o medo do desemprego entre os cidadãos fluminenses

Uma pesquisa que foi realizada pela IFec RJ (Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises), mostra que 6 a cada 10 brasileiros e consumidores fluminenses possuem o medo de perder o emprego. Essa realidade pode ser observada também na realidade de indivíduos de outras cidades espalhadas pelo país.

Com a chegada da pandemia e da Covid 19, muitas empresas tiveram que fechar ou então, demitir e reduzir ao máximo a carga de trabalho. O Brasil está no ranking entre os 15 países com maiores taxas de desemprego de todo o mundo, estando em primeiro lugar a África do Sul que conta com mais de 20% da população desempregada.

A porcentagem atual está em 60% mas em fevereiro era de 49,3% e janeiro de 43,3%. O receio econômico está crescendo juntamente com o dólar, que ultrapassou a faixa de R$ 5,60.

Emprego

Em relação ao emprego, 60,1% dos consumidores fluminenses entrevistados estão com muito medo de perder o emprego, uma pequena redução de dois pontos percentuais em comparação com março. Em fevereiro, essa porcentagem era de 49,3% e janeiro (43,3%). Os que estão com pouco receio de perder o emprego representam 15,1%, alta de 2,1 pontos. Apenas 24,8% dos entrevistados estão confiantes.

Renda familiar

O percentual de consumidores que acreditam em algum tipo de redução da renda familiar diminuiu de 60,8% para 50,2% dos entrevistados, mesmo diante de uma queda de 10,6 pontos, continua sendo elevado. O indicador dos que creem que a situação econômica de suas famílias continuará como está subiu de 25,7% para 34,6%, representando uma diferença de 8,9 pontos percentuais. Apenas 15,1% acreditam que a renda aumentará de alguma forma.

Endividamento

O total de fluminenses que se disseram endividados ou muito endividados nesta pesquisa da Fecomércio caiu de 58,8% em março, para 52,1% em abril. Os que se dizem pouco endividados aumentou de 17% para 21,8%. Já o percentual de consumidores não endividados aumentou de 24,2% para 26,1%.

Inadimplência

A porcentagem de consumidores inadimplentes ou com muitas restrições apresentou leve redução nesse estudo: de 41,2% para 37,4%. O índice de fluminenses pouco inadimplentes aumentou de 15% para 20,4%. Já o número de cidadãos sem restrições praticamente se manteve: de 43,8% para 42,2%. Entre os que se declararam inadimplentes, o cartão de crédito segue na liderança (61,1%), seguido pelas contas de luz, gás, água, internet e telefone (45,1%) e pelo IPVA (27,9%).

Bens duráveis

Perguntados ainda sobre os gastos com bens duráveis, 34,4% dos consumidores pretendem aumentar esse tipo de consumo, queda de 7,5 pontos percentuais em relação ao mês anterior, seguidos por 34,4% que esperam gastar menos, em março eram 34,7%. Já 31,2% pretendem manter esses gastos, na sondagem anterior foram 23,4%.

Vale ressaltar que realizada entre os últimos dias 15 e 18, a sondagem contou com a participação de 436 consumidores do Estado do Rio de Janeiro e teve como objetivo entender quais as expectativas dos fluminenses com relação a retomada da economia do Estado do Rio e brasileira, além da percepção sobre o desemprego e renda familiar, entre outros indicadores.