Por liberação de festas em Campos, promotores de eventos fazem protesto em frente à prefeitura

Manifestantes se reuniram nesta terça em frente à prefeitura (Foto: Divulgação)

Um grupo de promotores de eventos de Campos se reuniu em frente à sede da prefeitura, na tarde desta segunda-feira (8), para protestar contra uma possível proibição de eventos no município. Enquanto a manifestação acontecia, a Prefeitura de Campos anunciou para esta terça (9) novo decreto reforçando as medidas de combate à Covid-19 após o aumento no número de infecções e mortes na cidade. Uma reunião para discutir o pleito dos manifestantes foi marcada para a manhã desta terça.

Os profissionais da área alegam que vêm enfrentando dificuldades financeiras desde o início da pandemia por causa das proibições e que o objetivo do manifesto é reverter o quadro. Ainda de acordo com os manifestantes, o pedido de liberação inclui apenas “eventos organizados por profissionais sérios e que cumprem as medidas impostas pelas autoridades contra o novo coronavírus”.

“Fomos avisados de que, mais uma vez, seremos impedidos de trabalhar. Essa situação já dura um ano”, desabafou Giovana Viana.

O decreto editado pela Prefeitura de Campos com a liberação de eventos para até 100 pessoas passou a valer a partir do dia 18 de fevereiro. No entanto, nesta segunda de manhã, o subsecretário adjunto de Atenção Básica e Vigilância Sanitária, Charbell Kury, afirmou que, diante da promoção de eventos clandestinos, o município pode rever a autorização para a realização de festas.

“O protocolo de eventos que criamos foi erroneamente interpretado e usado de má fé. O protocolo foi criado com empresas que promovem comemorativos de buffet, que seguem especificações da Vigilância em Saúde e da Vigilância Sanitária. Acontece que usaram esse protocolo para promover festas clandestinas, sem a presença e o conhecimento das autoridades. Então, cancelamos isso, enquanto fazemos toda a revisão do processo”, disse.

Setor em dificuldade

Matheus Reis, que trabalha com buffet e casa de festas, afirma que todas as exigências impostas pela prefeitura vinham sendo cumpridas pela categoria. A exceção era a obrigatoriedade de envio da lista de participantes dos eventos à Subsecretaria de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde. O objetivo da medida era facilitar o rastreamento dos presentes às comemorações. Segundo ele, o problema era do próprio órgão municipal. “Os telefones que nos passaram para o envio das listas simplesmente não atendiam”, denunciou.

Ainda de acordo com Matheus, os promotores de eventos estão se vendo obrigados a lidar com um número cada vez maior de clientes dispostos a cancelar as festas já marcadas.

“Assim que a pandemia começou, as pessoas estavam dispostas a esperar a situação melhorar e, enfim, realizar os eventos já contratados e que tiveram que ser adiados. Agora, diante da indefinição do quadro, muitos estão querendo cancelar de vez e pedindo o dinheiro de volta. Nesse tempo todo não tivemos qualquer ajuda, seja dos governos municipal, estadual ou federal”, destacou.

Fonte: Terceira Via