Região Noroeste continua na ‘bandeira vermelha’, conforme Mapa de Risco da Covid-19

A 27ª edição do Mapa de Risco da Covid-19, divulgada nesta sexta-feira (23/04) pela Secretaria de Estado de Saúde, mostra o Estado do Rio de Janeiro com bandeira vermelha (risco alto), mas aponta para uma melhora nos parâmetros epidemiológicos. A Região Metropolitana I, única do estado que permanecia com bandeira roxa (risco muito alto), entra para bandeira vermelha; a do Médio Paraíba, que apresentava bandeira vermelha (risco alto), passa para a cor laranja (risco moderado). As regiões Centro-Sul, Baixada Litorânea, Noroeste, Norte, Baía de Ilha Grande, Metropolitana II e Serrana permanecem com bandeira vermelha (risco alto). A análise compara a semana epidemiológica 14 (04 de abril – 10 de abril) com a 12 (21 de março – 27 de março) de 2021.

O Estado do Rio de Janeiro (ERJ) apresentou um aumento do número de óbitos (13%) e uma redução dos casos de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave – SRAG (-26%) na comparação entre as semanas epidemiológicas analisadas. As taxas de ocupação de leitos no estado, nesta sexta-feira (23), estão em 66,2% para leitos de enfermaria e 87,3% para UTI.

Os resultados apurados para os indicadores apresentados devem auxiliar a tomada de decisão, além de informar a necessidade de adoção de medidas restritivas, conforme o nível de risco de cada região.

Vacinação

Hoje, o Estado do Rio de Janeiro alcançou a marca de 2 milhões de cidadãos fluminenses vacinados contra a Covid-19. Segundo a última atualização do Vacinômetro do estado, no site Vacinação Covid, em 23/04, às 9h, foram aplicadas 2.019.561 vacinas da primeira dose e 639.911 da segunda dose. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) tem trabalhado ininterruptamente ao lado dos municípios na logística e na distribuição dos imunizantes. A vacina é segura e salva vidas.

Sequenciamento genético

Um dos maiores estudos na área de sequenciamento do vírus da Covid-19 do país, com a participação da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), já apresentou os primeiros resultados. Feita para se verificar as novas variantes da Covid-19 em circulação no Estado do Rio de Janeiro e entender mais sobre as modificações sofridas pelo SARS-CoV-2, a pesquisa partiu da análise de 90 amostras, colhidas de 24 a 28 de março. E confirmou a circulação das linhagens P1, P2 e B.1.1.7, com predominância da P1 nesta terceira onda da pandemia no Rio. Nos próximos seis meses, serão analisadas cerca de 400 amostras a cada 15 dias, totalizando 4.800 amostras. A parceria envolve ainda o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), o Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ, o Laboratório Central Noel Nutels (LACEN-RJ), a Fiocruz e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio.