Rio não terá desfile de carnaval em fevereiro, nem blocos

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A Liga Independente das Escolas de Samba, a Liesa, que reúne as agremiações do Grupo Especial, decidiu que não é possível realizar o tradicional espetáculo na Marquês de Sapucaí em fevereiro, com os riscos impostos pela pandemia do novo coronavírus.

A Associação Independente dos Blocos do Carnaval de Rua Sebastiana, que organiza alguns dos megacortejos no período de folia, se posicionou no mesmo sentido, suspendendo os desfiles até que haja uma vacina.

A decisão da Liesa, consensual entre todas as escolas de samba, por enquanto, é de adiamento. O presidente da Liga, Jorge Castanheira, destacou que as discussões continuarão para avaliar a evolução da pandemia e se será possível definir outra data ainda no ano que vem.

A presidente da Associação de Blocos de Rua Sebastiana, Rita Fernandes, também pontuou que a decisão, sem vacina, não tem como ser outra.

A posição é compartilhada por todas as ligas de blocos de rua reunidas no Fórum Carioca, que Rita também representa. Ela afirmou, ainda, que a entidade vai esperar até novembro para tomar uma decisão sobre o anúncio ou não de nova data ainda em 2021.

Em nota, a Empresa Municipal de Turismo do Rio, a Riotur, afirmou que a decisão da Liesa reflete a coerência dentro do cenário de crise sanitária e está de acordo com as conversas que a presidência das duas instituições vêm mantendo.

A Riotur informou que continuará conversando com a Liesa para buscar alternativas e soluções para o planejamento de um carnaval seguro e que todas as outras ligas das escolas de samba seguem esse mesmo entendimento.

Quanto ao carnaval de rua, a Riotur disse que houve uma reunião nesta semana do Grupo de Trabalho criado sobre o tema, com a participação do Ministério Público, que definiu questões de aprimoramento para a próxima festa, independentemente de quando acontecerá.